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Cadastre-se e baixe os Guias BIM lançados pelo Ministério da Indústria e pela ABDI

Ao todo são seis volumes. CAU/BR colaborou na elaboração da coletânea

Com o objetivo de disponibilizar informações que orientem a prática de planejar, projetar, contratar, fiscalizar e aceitar obras públicas ou privadas em aplicações BIM (da sigla em inglês para Building Information Modelling), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram em 30/11/17, em Brasília, a Coletânea Guias BIM ABDI – MDIC.

 

Ao todo são seis volumes de guias que estabelecem diretrizes para orientar os diversos agentes envolvidos na cadeia produtiva da construção civil no processo de projeto BIM. A ideia é tornar essa coletânea um ponto de referência para capacitação e qualificação técnica, além de contribuir para a redução de erros e melhoria da assertividade de editais, projetos, orçamentos e planejamento de obras públicas e privadas. A coleção tem uma linhagem técnica objetiva e até didática. envolvendo fundamentos, conceitos, normalização e classificação de componentes, orçamentação e quantificação, entre outros. Os títulos são: O Processo de Projeto BIM; Classificação da Informação no BIM;  BIM na Qualificação, Orçamentação e Planejamento e Gestão da Construção Civil; Contratação e Elaboração de Projetos BIM na Arquitetura e Engenharia; Avaliação de Desempenho Energético em Projetos BIM e A Implantação de Processos BIM. 

 

A coletânea Guias BIM já está disponível para download no site da ABDI. Clique aqui, cadastre-se e baixe os arquivos.

 

 

Com a coordenação da Secretaria de Competitividade e Desenvolvimento Industrial (SDCI) do MDIC em parceria com a ABDI, a elaboração dos guias também contou com a participação de especialistas acadêmicos, gestores públicos e profissionais do setor privado, que formam o Comitê Estratégico de Implementação do Building Information Modelling (CE-BIM).  O CAU/BR deu sua contribuição tendo como representante o arquiteto e urbanista Luiz Augusto Contier, conselheiro federal suplente por SP, membro do grupo técnico de Regulamentação e Normalização. Existem mais quatro grupos dedicados aos eixos temáticos de Capacitação de Recursos Humanos, Compras Governamentais,  Plataforma BIM e Infraestrutura Tecnológica. 

 

“NÃO PODEMOS PERDER O BONDE DA HISTÓRIA” – Luiz Augusto Contier chama a atenção para o fato desse novo modelo de exercício profissional estar se consolidando mundialmente como um novo paradigma no desenvolvimento de projetos e na gestão e manutenção de obras, o que o leva a duas considerações importantes. “Estamos diante de uma oportunidade extraordinária de deixarmos de vender desenhos para vender projetos. O BIM requalifica o papel do arquiteto no processo construtivo, pois a coordenação fica em suas mãos, não mais com as empresas gerenciadoras. Ao reassumir esse protagonismo, a profissão também tem condições de valorizar seus honorários”. No entanto, em contrapartida, diz ele, “corremos o risco de perder o bonde da história, perdendo em competitividade para os estrangeiros, se não nos capacitarmos para essa nova realidade. As empresas de fora vêm para disputar mercado, não transferir tecnologia. Chegam, fazem seu trabalho e voltam para casa sem deixar conhecimento”.  

 

Sérgio Leusin e Luiz Augusto Contier

 

 

Além de dar maior confiabilidade aos projetos, o BIM enseja maior segurança de prazos e custos nos empreendimentos, tanto nas obras públicas quanto privadas, segundo o arquiteto e urbanista Sérgio Leusin, professor da UFRJ, também membro do CE-BIM. Recente pesquisa feita no Chile revelou que a economia média nas obras feitas com uso do BIM foi de 5% do custo da obra. Na percepção dele, que atua como consultor na área, a difusão do BIM entre os projetistas tende a aumentar, pois para eles a ferramenta é sinônimo de aumento de produtividade e rentabilidade, ainda que isso não apareça logo no primeiro projeto. “Mas a curva de aprendizado do BIM é relativamente rápida e a maior parte das empresas de projeto relatam vantagens já no segundo projeto”. Em sua visão, o BIM vai estimular trabalhos consorciados de especialistas em diferentes áreas do projeto uma vez que os trabalhos estarão interligados. “O Brasil precisará também desenvolver todo um novo arcabouço jurídico para abarcar contratos desse tipo”.

 

ALAVANCA PARA O CRESCIMENTO – Para o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do MDIC, Igor Calvet, o BIM contribuirá para a melhoria do ambiente de produtividade do país. “Aumentar a produtividade na construção civil significa capacitar melhor nossos profissionais e dar um ímpeto maior para o crescimento econômico, e o BIM, como plataforma tecnológica, vem ao encontro dessa estratégia maior”, afirmou Calvet.

 

O presidente da ABDI, Guto Ferreira, destaca a participação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial para apresentar soluções para os setores da indústria. “Iniciativas como essa têm o potencial de levar o Brasil para outro patamar. É possível um Brasil mais competitivo e com uma indústria mais pulsante do que é hoje”, reforçou.

 

PESQUISA ASBEA – O lançamento dos Guias BIM coincide com o início de uma pesquisa nacional promovida pela Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA) para verificar o conhecimento e a aplicação do BIM no Brasil. Clique aqui para responder.

 

As respostas não são identificadas e ajudarão o Grupo de Trabalho sobre BIM da AsBEA, que completa 10 anos em 2018, a definir ações de difusão do modelo em todo o país para os próximos anos. “Consideramos que os anos da descoberta do BIM já se passaram. Seguimos agora rumo a um período de maturação da Modelagem da Informação da Construção. Atualmente, a utilização prática do BIM é uma realidade concreta, com diferentes estágios de implantação, em um número cada vez maior de escritórios de arquitetura em todo o Brasil”, afirma Edison Lopes, presidente da AsBEA.

 

A pesquisa se encerrará em março de 2018.

 

DESCONTOS EM PROGRAMAS BIM – O CAU/BR oferece descontos na aquisição de softwares BIM. Clique aquie veja as vantagens para arquitetos e urbanistas registrados.

 

O Building Information Modelling (BIM) é um modelo de gestão da informação utilizado principalmente na construção civil que abrange geometria, relações espaciais, informações geográficas, as quantidades e as propriedades construtivas de componentes. O modelo é utilizado para demonstrar todo o ciclo de vida da construção, incluindo os processos construtivos e fases de instalação, e para fornecer informações sobre qualidade e quantidades de materiais, segurança, custos, prazos de construção, eficiência energética e periodicidade de manutenções preventivas. Sua utilização eleva o nível de confiabilidade dos projetos e processos de planejamento e controle de obras, gerando aumento da produtividade e economicidade, além de resultar em diminuição de custos e de riscos relacionados a construção de edificações e infraestrutura. 

 

(Fonte: CAU/BR, com informações da Assessoria de Comunicação Social do MDIC)

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