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Consultor da Unesco Andrea Bruno defende o papel histórico e social da arquitetura no ArquiMemória 5

Andrea Bruno fala para os participantes em conferência de abertura do ArquiMemória 5 

Com uma trajetória de mais de cinco décadas na restauração e reabilitação de edifícios e sítios de valor cultural, o arquiteto italiano Andrea Bruno ministrou a conferência magistral de abertura do ArquiMemória 5 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado. O evento teve início na segunda-feira (27) e segue até amanhã (01/12), com atividades em diversos edifícios históricos de Salvador. Consultor da Unesco em Restauração e Conservação do Patrimônio Histórico e Cultural desde 1974, Bruno ministrou palestra com o tema: “Fazer, desfazer, refazer arquitetura. Por que e para quem restaurar?”. Para ele, o arquiteto tem um papel essencial na preservação e reconstrução da história.

Como consultor da Unesco, Andrea está diretamente envolvido com as discussões promovidas pela entidade sobre o futuro do sítio de Bamyian, no Afeganistão, após a trágica destruição pelo Taliban, em março de 2001, das duas estátuas gigantes de Buda. O arquiteto elaborou um projeto de valorização do sítio. “Com 10 anos, vi minha casa ser bombardeada durante a guerra. Isso marca profundamente a memória de uma criança, a tristeza de ver sua memória destruída. Ainda hoje, continuamos assistindo isso nos jornais: edificações sendo derrubadas e o apagar da memória, que tira o sentido de identidade das pessoas”, declarou.

Durante a conferência, o especialista apresentou projetos de restauração e requalificação de edifícios e sítios históricos realizados em diversos países, como a Restauração e adaptação do campus universitário do Fort Vauban, em Nîmes, França (1991-95) e o Museu da Colonização Micênica, no sítio arqueológico de Maa-Palaiokastro, em Pafos, Chipre (1996). “A paisagem primária era tão importante que não conseguiria construir um museu ali. Meu papel foi construir um itinerário pelos restos do vilarejo, com um ponto de observação”, explicou Andrea Bruno, sobre o projeto desenvolvido no Chipre. “A arquitetura precisa estar à disposição da humanidade, preservando ou restaurando sua história”, concluiu.

(via Frente e Verso Comunicação Integrada)

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