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A natureza se comunica através das tragédias anunciadas e inevitáveis

A natureza se comunica através das tragédias anunciadas e inevitáveis

Devido às facilidades e rapidez das informações, a arquitetura e urbanismo tem sido utilizada, ultimamente, de forma muito pasteurizada e distante dos procedimentos analíticos e críticos das soluções elaboradas e construídas, que devem ser pautadas em critérios sociais, humanos e, principalmente, com a apropriação da cultura e das paisagens dos locais que sofrem as intervenções que geram, consequentemente, um retorno positivo na vida da população.

Temos diversas opções e propostas pelo mundo afora. Todavia, temos também procedimentos que repetem o imediatismo – “copiar” e “colar “ – sem ao menos discutir com a população local se aquela solução é a mais adequada para solucionar os seus anseios. Ao contrário disso, os elaboradores fecham-se nas suas salas com as máquinas e seguem o rito de repetir fórmulas de sucessos de acolá. O cenário ideal com pequenas adequações que tragam benefícios e que seja mantido a sua essência, passa por uma mudança drástica e radical e que não se distancie das linguagens e comportamentos locais, onde não projete apenas mais uma imagem que pode estar em qualquer local do planeta.

Nas intervenções urbanas, o que tem sido aplicado é o contrário do cenário ideal citado acima. O que se vê é a anulação da paisagem urbana e a supressão das características da vegetação típica, dos relevos e das sinuosidades naturais. Nesse sentido, o papel da arquitetura e urbanismo é fundamental para produzir aos seres humanos locais saudáveis que se comuniquem com a natureza. É nítido quando uma obra é pensada e executada por um arquiteto e urbanista. É mais nítido ainda quando uma obra tem como responsável um AU com ideais sustentáveis.

Com certeza, quando os arquitetos e urbanistas interferem nos espaços vazios e selvagens, eles vão deixar a sua marca. Todavia, é normal e natural que quanto menos ele interferir com as soluções necessárias para facilitar a vida dos humanos e habitantes, mais ele terá sido hábil e competente. No século XIX, um “ selvagem “, o chefe Seattle ( que virou nome de cidade ), da tribo Suquamish, etnia originária da América do Norte, já profetizava tudo que está ocorrendo nas mudanças climáticas, na sua carta ao grande chefe branco (o presidente dos EUA da época, Francis Pierce). Na carta diz que o homem depende da natureza e que tudo que ele fizer a ela terá o dobro em retorno. Seja qual foi este retorno.

E é isto que está ocorrendo nos dias atuais. Os gestores, com a cumplicidade das suas equipes técnicas, estão se distanciando de ter as suas cidades vistas, revistas e qualificadas de um modo próprio que a torne única para seus habitantes e seja realmente atrativa e a respostas estamos vendo e sentindo na pele com as tragédias noticiadas nos jornais.

Qual a dificuldade em se discutir com a população, de modo didático e construtivo, soluções compreendidas e acatadas, por todos os agentes envolvidos, que possam beneficiar os seres humanos e a natureza?

Fica o questionamento.

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